Conta-se que os moradores de um vilarejo localizado ali na América do Sul iam todos os dias ‘apanhar’ lenha na floresta e para isso, levavam sempre o seu burrico e um cachorro de estimação para sua proteção.
Assim que o nosso personagem em questão, chegou ao meio da mata, ele tratou de juntar um grande feixe de lenha, olhou para o burro, e exclamou:
– Vou colocar essa carga de lenha de lascar em você burrico!
Foi aí então que o animal bateu nos seus cascos, virou-se para ele e disse em um tom de indignação:
– É Claro, diz isso porque não é você quem vai carregar esse peso!
Nesta hora o nosso personagem meio espantado com o fato de ter ouvido o burro falar, correu e foi direto contar o que havia acontecido para o seu pai. Chegando a casa do pai quase sem fôlego, ele disse:
– Pai, pai, eu estava na mata pegando a lenha de hoje e aconteceu uma coisa estranha, eu comecei a preparar a lenha para trazer e quando eu estava prestes a colocá-la na garupa do burrico – acredite, ele se virou para mim e disse:
“Você tem certeza que não quer colocar mais um pouco de lenha para eu carregar?”.
O Pai do menino então se virou para o filho, olhou profundamente nos seus olhos e meio desconfiado falou:
– Você começou a mentir agora. Que coisa mais louca, animais não falam!
Foi aí então que o cachorro que estava ali presente saiu em defesa do garoto e disse em bom som:
– Isso é verdade, eu também estava lá e vi tudinho!
Totalmente confuso e assustado o pobre camponês julgando que o animal estivesse endiabrado, dirigiu-se até um machado que estava encostado na parede e pegou-o para ameaçar aquele animal possuído.
E de repente aconteceu uma coisa assustadora, o machado começou a tremer em suas mãos, e de repente, de dentro daquele machado saiu uma voz assustadora que dizia:
– O senhor tenha cuidado, esse cachorro pode te morder!
Moral da História: “No Brasil de 2015, muitos falam, muito é dito, só que quase nada é feito, mas os cachorros, ah! os cachorros, eles continuam mordendo o nosso!”.
Nota: adaptação de um conto popular no Nordeste, sendo que a sua origem é desconhecida.