Um conto do Brasil atual

Por Marcelo Tas

Conta-se que os moradores de um vilarejo localizado ali na América do Sul iam todos os dias ‘apanhar’ lenha na floresta e para isso, levavam sempre o seu burrico e um cachorro de estimação para sua proteção.

Assim que o nosso personagem em questão, chegou ao meio da mata, ele tratou de juntar um grande feixe de lenha, olhou para o burro, e exclamou:

– Vou colocar essa carga de lenha de lascar em você burrico!

Foi aí então que o animal bateu nos seus cascos, virou-se para ele e disse em um tom de indignação:

– É Claro, diz isso porque não é você quem vai carregar esse peso!

Nesta hora o nosso personagem meio espantado com o fato de ter ouvido o burro falar, correu e foi direto contar o que havia acontecido para o seu pai. Chegando a casa do pai quase sem fôlego, ele disse:

– Pai, pai, eu estava na mata pegando a lenha de hoje e aconteceu uma coisa estranha, eu comecei a preparar a lenha para trazer e quando eu estava prestes a colocá-la na garupa do burrico – acredite, ele se virou para mim e disse:

“Você tem certeza que não quer colocar mais um pouco de lenha para eu carregar?”.

O Pai do menino então se virou para o filho, olhou profundamente nos seus olhos e meio desconfiado falou:

– Você começou a mentir agora. Que coisa mais louca, animais não falam!

Foi aí então que o cachorro que estava ali presente saiu em defesa do garoto e disse em bom som:

– Isso é verdade, eu também estava lá e vi tudinho!

Totalmente confuso e assustado o pobre camponês julgando que o animal estivesse endiabrado, dirigiu-se até um machado que estava encostado na parede e pegou-o para ameaçar aquele animal possuído.

E de repente aconteceu uma coisa assustadora, o machado começou a tremer em suas mãos, e de repente, de dentro daquele machado saiu uma voz assustadora que dizia:

– O senhor tenha cuidado, esse cachorro pode te morder!

Moral da História: “No Brasil de 2015, muitos falam, muito é dito, só que quase nada é feito, mas os cachorros, ah! os cachorros, eles continuam mordendo o nosso!”.

Nota: adaptação de um conto popular no Nordeste, sendo que a sua origem é desconhecida.


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