
Finalmente, talvez inspirado na era “Renan”, o Senado relaxou e assumiu sua verdadeira estética Zorra Total, com o devido perdão aos artistas do humorístico da Globo pela comparação.
A histórica sessão de ontem, que gongou a CPMF, foi um show de personagens que se alteravam entre a picardia de Chicó, de Suassuna e a vulgaridade explícita e o grotesco de Ary Toledo.
Parte do vaudeville, o presidente enviou por volta da meia-noite (!) uma carta com um apelo dramático pela aprovação da tunga bancária com promessas de fazer a lição de casa atrasada, a tal reforma tributária. Impressionante tentativa, depois de 6 anos no poder, de fazer um gol aos 45 minutos do segundo tempo.
Agora resta um gesto histórico ao presidente: cortar despesas desnecessárias sem aumentar impostos.
Poderia começar simbolicamente pela demissão imediata de Mangabeira Unger e toda a folha de pagamento em torno dele na ex-futura Sealopra- Secretaria de Ações de Longo Prazo.
PS: Não é uma ironia Mercadante ter que se aliar ao coronel maranhense José Sarney, e pior, com menos cabelos na cabeça que o senador pelo Amapá (ué, mas ele não é do Maranhão?)? Zorra Total…
Foto: Agência BR
Escrito por Marcelo Tas às 09h22