
Na maioria das vezes, as notícias no Brasil nem precisam ser comentadas. Elas se revelam sozinhas.
Trabalho fazendo entrevistas no Congresso Nacional desde 1984, na pele do repórter Ernesto Varela, quando o Brasil vivia sob a ditadura militar do Presidente João Figueiredo, um general que confessou preferir cheiro de cavalo ao cheiro do povo.
25 anos depois, por conta do mesmo tipo de pergunta, não previsível e irreverente, o eminente primeiro-secretário do Senado veta a emissão de credencial para que jornalistas do CQC, da Band, tenham acesso à Casa. Nem durante a ditadura sofri esse tipo de privação do direito da livre expressão na Casa do Povo. O autor do veto que configura clamente a censura em pleno regime democrático tem nome e partido. Trata-se do senador Efraim Morais. O nome do partido de sua excelência: Democratas!
Quem fica com a razão é meu nobre colega jornalista e humorista José Simão: o Brasil é o país da piada pronta.
Mais do que nunca é hora de lutar contra a censura, que bate novamente à nossa porta. Inclusive com vetos a reportagens com candidatos a prefeito, muito antes de começar a campanha eleitoral. Leiam nos jornais de hoje as penas que já foram imputadas à Folha de São Paulo e à Editora Abril.
O CQC vai entrar no Congresso para fazer as perguntas que você gostaria que fossem feitas aos parlamentares, legítimos representantes do povo brasileiro, custe o que custar. Pedimos seu esforço redobrado para divulgar a lista de assinaturas de apoio no site CQC no Congresso.
Jornalistas da Rádio Bandeirantes e da Bandnews FM se manifestaram sobre o veto durante o “Jornal Gente”. Da Capital Federal, participaram hoje André Giusti e Sonia Blota. De São Paulo, José Paulo de Andrade, Salomão Ésper e Joelmir Beting.
Inacreditável, 25 anos depois de se reestabelecer a democracia no Brasil, em pleno governo Lula, temos que gritar: a luta continua!
PS: Publico abaixo, sugestão do internauta Bruno Lara- estudante de jornalismo- Petrópolis-RJ. Agradeço ao Bruno e lembro a todos que tanto Senado quanto a Câmara já vetaram o CQC. Portanto, a legítima reinvindicação cabe a ambas instituições.
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Marcelo, proponho que o site CQC no Congresso e o prórpio programa de TV estimule as pessoas a ligar para a Câmara (0800 619 619) e enviar e-mail para os deputados exigindo que a equipe CQC possa trabalhar normalmente.
Escrito por Marcelo Tas às 09h44