
Este é para agradecer as centenas, senão muito mais, de e-mails de apoio à campanha CQC no Congresso. São inúmeras boas sugestões e inspirações como a charge do Rico, o slogan do Carlos e o precioso informe da Aline: uma resposta sabonete de um deputado (respectivamente publicados acima e abaixo).
Obrigado a todos pelo contínuo apoio. Vamos entrar no Congresso em breve afinal o programa se chama Custe o Que Custar.
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Olá Tas,
Gostaria de dar uma sugestão para o nome da campanha CQC no Congresso:
Campanha “Quem não deve não teme” – CQC no Congresso Já!
Acredito que este “Quem não deve não teme” tenha, pelo menos, um efeito
psicológico sobre eles, pois passa a imagem de que eles estão fugindo, mas
de quê? Essa dúvida sobre eles, talvez, possa fazer com que mudem de idéia
quanto a entrada do CQC no Congresso.
Até mias,
Um Abraço.
Carlos.
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Sra.ALINE SANTOS ANTUNES
Comunicamos o recebimento de sua mensagem, nesta Ouvidoria Parlamentar, contendo considerações sobre o direito de acesso de humoristas a esta Casa para realização de seus trabalhos.
Antes de qualquer consideração, parabenizamos Vossa Senhoria pela iniciativa de buscar respostas junto à Câmara Federal, para assuntos de relevância como o que vem referido em sua mensagem. Seu ato constitui-se em um verdadeiro exercício de cidadania.
Aproveitamos ainda esta oportunidade para esclarecer a real função da Ouvidoria Parlamentar, que se constitui em um canal de comunicação entre a sociedade e a Câmara Federal. Através das manifestações recebidas, temos a oportunidade de encaminhar aos Deputados as questões levantadas pelos cidadãos, de forma a subsidiar a análise e votação das proposições que tramitam na Casa.
Quanto à questão levantada por Vossa Senhoria, esclarecemos que compreendemos sua indignação, que é a mesma de muitos outros brasileiros. É bem verdade que o legítimo direito à livre manifestação de pensamento e a liberdade de imprensa devem, sempre, ser respeitados por qualquer cidadão brasileiro e, principalmente, pelos Poderes Públicos.
No presente caso, porém, deve ser reconhecido que em nenhum momento houve qualquer ato autoritário ou antidemocrático, eis que não se impediu que os autores e atores do Programa CQC manifestassem, humoristicamente, o que pensam das atividades do Congresso Nacional e de seus integrantes.
Todavia, o uso do espaço da Câmara dos Deputados para fins próprios de pessoas físicas ou jurídicas, sejam estas públicas ou privadas, para fins jornalísticos, humorísticos, culturais e outros, se não disciplinados, impedirá o pleno exercício das atividades parlamentares e o livre acesso dos cidadãos a esta Casa Legislativa, na medida em que teríamos o Parlamento ocupado pelos mais diversos profissionais, em um número muito acima de sua capacidade de acolhimento.
Por essa razão é que a prioridade é a autorização, através de credenciamento, de jornalistas de todos os meios de comunicação do país que a solicitem, em número limitado por veículo de comunicação com sucursal em Brasília.
No caso do programa em questão, seus atores tiveram garantido o acesso às dependências da Câmara dos Deputados, para fins de produção do humorístico CQC, através de credencial provisória e por prazo determinado, como ocorre em todos os casos de solicitações efetuados por programas não essencialmente jornalísticos e a tiveram renovada, para nova edição do programa.
Atenciosamente,
Assessoria da Ouvidoria Parlamentar
Ouvidor-Geral Deputado Carlos Sampaio
Escrito por Marcelo Tas às 22h26