OK, reconheco, o post abaixo sobre a camiseta baby-look do Sting, foi a mais alta taxa de rejeição à algo publicado neste blog.
Mas fica uma lição importante: poucos leram que o objeto criticado era a camiseta baby-look do baixista e não o som do The Police. Ou mesmo a forma física da estrela-mor do espetáculo. Nada contra o Sting. Police para quem precisa de Police. Love is all we need.
O que quero observar aqui, se vocês me permitem, é que muita gente ao menor estímulo fica cego de raiva e sai atirando antes de ver ou ler direito as coisas. Me parece um fato cada vez mais frequente nos tempos que correm. E como correm…
Sobre o show, sugiro a crítica do Ivan Finotti, publicada na Folha de hoje, que começa assim:
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Police não fez o Maracanã tremer
Irrepreensível tecnicamente, banda inglesa está domesticada
IVAN FINOTTI
ENVIADO ESPECIAL AO RIO
Sabe o salto do Sting no meio do palco, com as pernas juntas e dobradas, ao lado de Andy Summers e de Stewart Copeland? É uma imagem bem rock’n’roll, muito usada nesta turnê mundial do Police na promoção do show. Pois bem, ele reproduziu o salto no palco do Maracanã, durante “Roxanne”. Mas, se você não foi à apresentação e viu tal foto nos jornais ou na internet, é capaz de pensar que foi uma noite alucinante. Não foi.
O show foi altamente competente, profissionalizado e irrepreensível em aspectos objetivos. Mas está domesticado, e o Maracanã não tremeu. Sting é um ótimo cantor e baixista. Summers, um grande guitarrista. Copeland, um talentoso baterista. O que se ouviu foram 20 músicas sensacionais, 15 delas hits incontestáveis, tocadas por três vovôs sem tesão nenhum.
(leia mais, aqui– para assinantes da Folha ou do UOL)
Escrito por Marcelo Tas às 08h22