
Não é novidade que a agora ex-Ministra do Meio Ambiente Marina Silva engolia sapos praticamente desde seu primeiro dia no governo. Evidentemente essa dieta de batráquios não ajudou a saúde dela. Muito pelo contrário. O noticiário e auxiliares próximos a Marina sempre fizeram chegar até meus ouvidos o estado de catatonia da ex-seringueira petista (seria também uma ex-petista?) diante das pressões dos boçais do “prugresso” em Brasília.
A situação dos petistas no “puder” é tão esquizofrênica que eu vi, com esses olhos que a terra há de comer, o suplente da própria Marina Silva no Senado, Sibá Machado, elogiando os garimpeiros do Pará na recente aprovação do Estatuto do Garimpeiro.
Falando neles, o presidente nunca escondeu dela, nem de ninguém, a preferência dele por garimpeiros, fazendeiros, movimento-sem-terra, construtoras e qualquer outra sorte de gente que faça barulho em detrimento à conservação das nossas florestas ou de um uso mais racional da Amazônia. Entre o apoio do gordo- o mega fazendeiro Blairo Maggi, governador de Mato Grosso, representante do agronegócio- e as boas intenções da magra, a ministra Marina Silva, Lula nunca disfarçou sua preferência pela pança e a fome de “aceleração do crescimento”, digamos assim, do primeiro.
Vamos aguardar os próximos capítulos. Nunca antes na história desse país, estivemos com a imagem tão frágil no quesito meio ambiente. Hoje, Lula recebe a primeira ministra alemã, que vem tratar de uma agenda climática. Amanhã, a BBC inglesa emite ao vivo, para todo planeta, um dia inteiro dedicado ao assunto: o Amazon Paradox, que você pode acompanhar na internet aqui.
A saída espetacular da minstra, criticada por Lula, talvez tenha sido o gesto mais eloquente para denunciar o flagrante blablablá do PAC e a incompetência dessa administração para lidar com crescimento sustentável. Quem tem Ciro Gomes e Mangabeira Unger como oráculos merecia essa porrada.
Parabéns, Marina, este humilde blog apóia sua pessoa.
Foto: Blairo Maggi, governador de Mato Grosso e Marina Silva, ex-Ministra do Meio Ambiente
Escrito por Marcelo Tas às 10h34