Eu sei, o ano não acabou. Mas eu acabei antes dele. A partir de hoje, estou de férias aqui no UOL. Volto dia 14 de Janeiro de 2008.
Não vou sumir. Blog é como delegacia de polícia, nunca fecha. Passarei aqui TODOS os dias, como faço há quatro anos, para conferir e liberar comentários. De vez em quando, se a minha energia e o estado de relax permitirem, posso até subir um post.
Antes de sair, publico abaixo um e-mail que recebi agorinha mesmo dirigido a uma de minhas personas, o Professor Tibúrcio, de uma garota já bem crescidinha. Nem a conheço, mas agradeço aqui publicamente o carinho dela. E quero que essa gratidão se extenda a cada um de vocês, nobres internautas, de espírito livre e inquieto, que me cutucam diariamente, obrigando a tentar o melhor a cada dia.
Recebam aqui meu arigatô e o meu sincero e afetuoso abraço. Cuidem-se bem. Até breve.
Foto: Marcelo Tas
PS: nem precisam ficar com inveja da foto acima. Para tirar férias a gente trabalha dobrado. Ainda vou ter que enxugar muito gelo até poder chegar até algum lugar digno de um relax “nesse país”. Mas uma hora eu chego lá…
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De: M. M.
Para: Marcelo Tas
Não sei se você vai ler esta carta, professor Tibúrcio, mas queria desejar-lhe um feliz natal. Você não me conhece, mas eu te conheço há muito tempo. Desde que eu era uma tampinha.
Papai se vestia de professor Tibúrcio e aparecia da rua, do nada, para uma agradável tarde de aulas. Pintava com pastel e aprendia muito mais que na escola. Levava estrelinhas quando a arte ficava boa, mas as meninas também levavam estrelinhas. Todas podiam ganhar muitas estrelinhas, porque o que importava era a diversão e os sorrisos das Marias.
Aí o Tibúrcio me ensinou que o pato não tem quatro patas, coisa que a professora da escola esqueceu de me avisar. Ele dava lanche e balinhas e a gente se sujava de canetinha. Tibúrcio nem ligava.
No final da tarde ele ia ao desconhecido do mesmo jeito que tinha vinho, e papai reaparecia logo depois, ansioso por saber como tinha sido a aula. Você não me conhece, mas minha infância foi mágica.
Obrigada. E feliz natal
Escrito por Marcelo Tas às 18h49