
Minha primeira vez na Flip- Festa Literária de Paraty- foi em 2007. Estava lá para uma cobertura jornalística do evento para o UOL. Minha impressão depois das primeiras horas por lá: : por que ninguém havia me avisado antes que era tão legal?
Mas com o passar dos dias, com a mão na massa trabalhando na cobertura, percebi uma enorme dificuldade de se traduzir tudo que acontece por lá. Há uma intensa variedade e quantidade de eventos. Mas há também, e esta talvez seja a questão fundamental, uma qualidade incomum nesse encontro raro entre autores e consumidores da boa literatura. É algo dificilmente transportado para texto e papel na correria do fechamento diário dos jornais (evidentemente, os veículos mais adequados para atingir o público interessado em livros).
Fiquei com essa “frustração” engasgada na alma- de não conseguir contar, nem para os internautas do UOL nem até para os amigos, as coisas “legais” que acontecem na Flip.
Aí, para minha honra e alegria, fui procurado pelos organizadores da Flip para uma conversa sobre como melhorar a comunicação do evento com seu público. Assim, em 2008, entrei para o time como Consultor de Comunicação da festa literária. Nesse período já surgiram idéias que nos deixaram muito entusiasmados. Entre elas: o Blog da Flip, o canal Flip no YouTube, a transmissão do evento em tempo real pela internet (todos iniciados em 2008) e a FlipZona (novidade de 2009, território para acolher os jovens, que antes ficavam no “vácuo” entre a Flip e a Flipinha).
É cedo para avaliar o que aconteceu este ano. Mas desde já, quero agradecer aqui a todos que colaboraram para estes primeiros estágios do que imagino possa ser uma grande aventura de levar a sensacional celebração da literatura que acontece em Paraty para quem lá não pode estar.
A idéia é expandir a Flip sem precisar agigantar o evento, nem sobrecarregar a infra-estrutura da linda e delicada Paraty, alma e berço desse sensacional encontro dos nerds das letras.
Comentários, críticas e sugestões sobre novos caminhos para a comunicação da Flip, Flipinha e FlipZona são muito bem-vindos!
Arigatô!
Fotos: acima, produzidas pelos “flipzoneiros” das oficinas de web; abaixo, fila diante do cinema antigo de Paraty, na praça da Matriz, transformado em território principal da FlipZona.
Escrito por Marcelo Tas às 12h02