
Até os garotos-casas-bahia da direita, aqueles que urram cada vez que ouvem os “plural” do “cumpanheiro” Lula, tiveram que engolir: o presidente conseguiu colocar o etanol na pauta global.
O que não quer dizer que ganhamos com boa informação sobre o assunto. Como é de se esperar no mundo binário mental que vivemos, imediatamente surgiram na mesma proporção os louvadores e os amaldiçoadores do etanol. Para aqueles, o álcool é a incorporação do demônio travestido de capim manipulado pelos “cumpanheiros”, uma arma letal contra o meio ambiente. Para outros, a cura de todos os males: do derretimento da calota polar à unha encravada.
A The Economist, revista inglesa mais influente entre o pessoal do poder- apesar de muito citada e pouco lida- chuta o balde: o etanol não está com nada! A Wired, revista mais influente entre o pessoal da tecnologia, dá a capa da sua edição de outubro para a plantinha e garante. Com o etanol, seus problemas acabaram.
E agora, o que fazer, vamos pedir ajuda aos universitários ou vamos logo para a saideira?
Escrito por Marcelo Tas às 08h41