Imagine um país com 12,3 milhões de habitantes – maior que a população da Bolívia, onde mais da metade já passou fome. Este é o país chamado favela que existe e resiste nas periferias, morros e centros urbanos brasileiros.
Reprodução Flickr Dany13

Os números foram divulgados pelo Data Favela em agosto de 2015. Apesar de associadas à pobreza e marginalidade, se as favelas brasileiras fossem um estado nacional, seria o quinto mais populoso que movimenta uma economia de R$ 63 bilhões de reais ao ano. Favelas, vilas ou comunidades representam 6% da população brasileira. Por que sabemos tão pouco sobre o país dentro do país?
Hoje, dia 4 de novembro, é comemorado o Dia Internacional da Favela. A data proposta pela CUFA – Central Única das Favelas – é um marco para pensarmos sobre a importância das comunidades para a cidade e da cidade para a comunidade.
Reprodução Flickr nakagawaPROOF. Foto: Tuca Vieira

Dia para reivindicar e comemorar também! Segundo a pesquisa do Data Favela, 91% dos favelados se consideram felizes. E tem motivos para vibrar. O analfabetismo nas comunidades caiu 49%. O resultado reflete nas taxas de estudo. Entre os jovens, 73% estuda mais que os seus pais.
O panorama promissor ainda conflita com o preconceito. Mais de 70% dos moradores de favelas já mentiram sobre onde moram para conseguir um emprego. A farsa tem explicação. Segundo a pesquisa, 63% dos empregadores do Brasil afirmam ter medo de contratar moradores de favela.
Assista à fala do Renato Meirelles, presidente do Data Favela e Data Popular, autor do livro “Um país chamado favela”, sobre a realidade que os números apontam. O discurso foi feito na sede da ONU em Nova York na Semana Global da CUFA ouvido por 193 países.
RENATO MEIRELLES NA ONU / CUFA GLOBALL
O DESAFIO DE PROMOVER IGUALDADE DE OPORTUNIDADES NO BRASIL E NO MUNDOMinha fala no Lançamento da Cufa Global na sede da ONU em NYC
Posted by Renato Meirelles on Segunda, 28 de setembro de 2015
Mais que os números, os próprios moradores das favelas, vilas e comunidades podem contar mais sobre a realidade. Envie fotos, vídeos e textos com a hashtag #VidaNaFavela (não esqueça de dizer o nome da sua comunidade). Vamos conectar o morro e o asfalto para conquistar o que falta nos nossos diálogos: o conhecimento.