
Para, hopefully, encerrar o debate sobre o nome “correto” da Birmânia, vai abaixo texto auto-explicativo do velho e bom Ivan Lessa, publicado na Reuters Brasil.
PS: para o texto completo, clique aqui.
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INGLÊS VELHO
Outro dia mesmo, neste canto eletrônico onde tento e tentam me eletrocutar, andei deblaterando contra a proposta reforma ortográfica da língua portuguesa. Ou contra a língua portuguesa. Uma coisa assim. Possível até que tenha sido contra essa mania de escreverem Mianmar e não Birmânia, tal como era e deveria ter continuado a ser.
Os ingleses e norte-americanos que não acabam mais, na imprensa escrita, falada e informatizada, continuam escrevendo Burma, como sempre foi, até que, em 1988, um bando de milicos deu um golpe no país e mudaram o nome do bichão, conforme é do gosto dos homens de farda. Só porque uns generais birmaneses e quatro camaradas numa sala da ONU decidiram que Mianmar é uma palavra bonita, e que assim passará a ser o nome da terrinha em questão, não é motivo para se jogar fora Burma, Birmânia, com todo seu glorioso ou mesmo inglório passado, ou mesmo qualquer outro país por aquelas e outras bandas começando com a letra B. Brasil inclusive. Embora Ilha de Vera Cruz, Terra Nova e Terra de Santa Cruz me pareçam muito mais interessantes.
Convenhamos, Mianmar é nome de cinema. E cinema poeira.
Escrito por Marcelo Tas às 13h31