
Revistas como a Superinteressante, quando publicam seu arquivo completo na internet, nos fornecem um precioso mergulho para entender a aceleração da história causada pelo furacão digital.
Olha isso: como respondemos, em Agosto de 2003, à singela pergunta: “O que é um blog?”
PS: Para quem está chegando agora, “Vitrine” é o nome do programa da TV Cultura, que eu apresentei de 1998 a 2004, que naquele período deu uma ênfase especial à chegada da revolução digital.
PS2: Enviado pelo João Sartori, criador do 1º Guia do Blog, que hoje se define como um “vovônauta” 😉
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Diário Eletrônico
O que é blog?
Caio Ramos
O blog é uma página de internet composta de parágrafos dispostos em ordem cronológica, que pode ser atualizada freqüentemente. Muitas vezes, eles funcionam como uma versão eletrônica e pública dos velhos diários pessoais. Criar um blog é muito simples: o internauta deve apenas se cadastrar em um dos sites que oferecem o serviço (veja ao lado), escolher um formato e começar a espalhar para o mundo pensamentos e opiniões. A atualização é automática e não é necessário dominar HTML, o código usado na internet. Mas nem sempre foi assim. Por volta de 1996, um weblog era um guia de links, e criá-lo requeria conhecimentos específicos.
“O blog é o meio mais fácil para as pessoas disseminarem suas idéias e opiniões. Em cinco minutos, você já começa a escrever”, afirma a jornalista Flávia Durante, do Blah Blah Blog (www.flaviadurante.com/blog). A popularização dos blogs começou em 1999, quando foi criado o Blogger, o primeiro serviço de atualização automática. Segundo o engenheiro J.P. Sartori Filho, editor do Guia de Blog SobreSites (www.sobresites.com/blog), os blogs explodiram – no bom sentido – em 11 de setembro de 2001, quando relataram os ataques terroristas nos Estados Unidos minuto a minuto.
A vocação jornalística do blog seria provada mais uma vez na ocupação do Iraque. Salam Pax, um residente de Bagdá, narrava o conflito no diário virtual Where is Raed? (http://dear_raed.blogspot.com/). “Os gigantes da mídia não podiam admitir a independência desse correspondente de guerra. Pipocaram boatos de que ele era uma fraude”, afirma Sartori. “Despertou tanta atenção que o carinha foi convidado a escrever no jornal The Guardian, de Londres”, afirma o apresentador Marcelo Tas, da TV Cultura, que criou um blog (http:/br2000.anhembi.br/blogdotas/) para seu programa, o Vitrine. “Agora não tem volta. A participação de indivíduos como fonte de notícias é irreversível”, afirma Tas.
Escrito por Marcelo Tas às 11h13